segunda-feira, agosto 31, 2015

Uma carta do futuro.

                Acabo de perceber que não sei lidar com mudanças de grande porte. Mesmo que essas mudanças sejam para que algo melhor possa vir, ainda é muito difícil, para uma pessoa sentimental como eu, aceitar essas mudanças.
               Há quatro anos atrás, saindo do Leste Vila Nova, vim para o Universitário. O Universitário é um bairro que faz divisa com o Leste Vila Nova, então, o impacto nem foi tão grande, até porque, não ia mudar nada, de forma significativa. 
              Há quatro anos então, coletei inúmeras histórias que eu vivi neste apartamento: desde namoro, termino e bagunças sociais de todos os gêneros. Ele formou em um muro de memórias que só este lugar será capaz de transmitir.  Não é fácil fechar um ciclo. 
Ainda mais quando um ciclo tem muitas histórias, estas que contam quatro anos de sua vida. É um tanto deprimente pensar de que vou ter que deixar pra trás e fazer do lugar, que antes era um recipiente de memórias, agora em elemento-memória. 
             É como se fosse uma caixa que, dentro, há um monte de histórias. Só que essa caixa, por algum motivo, perdeu a chave do seu cadeado. Ficou apenas o que essa caixa representa: um elemento de memórias. 

            Ter que deixar um apartamento onde eu construí a maior parte da minha vida na capital Goiânia não vai ser fácil. Deixar para trás, a pessoa que você vê todos os dias na porta do prédio, ou de ter que, no futuro, sentir falta de ligar para o meu vizinho do andar de baixo para puxar conversa, pedir ajuda ou até mesmo, cobrar o valor da net (rs..). Não vai ser fácil entregar a chave para a zeladora.
Não vai ser fácil dormir pela última vez neste apartamento.
Não vai ser fácil ver a porta fechando, sabendo que eu nunca mais vou abri-la novamente.

Um ciclo que fecha.
Blam.

quinta-feira, outubro 16, 2014

Licht und liebe: M&M.



                         Há uns dias atrás, o destino colocou uma pessoa na minha vida. Mas eu não sabia que a presença desta pessoa seria muito rápida, pois senão teria aproveitado ao máximo.
                         O destino me colocou no caminho de uma pessoa extremamente querida. Uma pessoa que muito se parecia comigo. Uma pessoa extremamente cativante. Nossa primeira conversa foi sobre o que fazemos da vida. Se não fosse por esta pergunta, não teríamos nos conhecido melhor e eu não teria me apaixonado nessa simplória pessoa.
                        "Qual seu enredo favorito?", perguntou ele. "Drama." Eu respondi. Mas minha história de vida se baseia num enredo totalmente romântico e dramático. E talvez esse será o nosso roteiro. Conversávamos infinitamente. Confiávamos cedo. Trocamos o nosso primeiro sentimento mútuo no dia 24 de setembro. "Eu adoro cultivar amizades. Mas você fez com que um sentimento que há muito se escondia, se despertar". Concordei, pois.
                         Conversávamos até madrugada, mesmo sabendo que os dois tem compromissos logo cedo. Ele, trabalho. Eu, estudos.
                          Havíamos combinado de que nos encontraríamos no shopping no fim de semana. Mas, nossa ansiedade em conhecer um ao outro falou mais alto: ele veio em casa no dia 25 de setembro. Conversamos por quase duas horas. Eu o presenteei com duas fotos e um Laka, seu chocolate favorito.
                          E então, chegou a fatídica sexta. Maldita sexta. Por que você existiu? Essa sexta.. Tenho raiva dela. Pois neste dia, tivemos um sério problema de comunicação - maior parte da culpa, minha. Pois M estava ocupado e eu carente. Logo, uma combinação não muito boa.
                          Ficamos um dia inteiro sem conversar. Quando o chamei para conversar, minha crise de pânico aflorou. Alerta: M (eu), não o pressione. Missão falha. Fiquei triste. Resolvi lhe dar um tempo. Chorei. Mas sabia que ainda conversaríamos. Sabia que ainda tinha muita coisa para acontecer.
                         Um dia antes da eleição, ele postou perguntando quem cuidaria dele. Obviamente, me coloquei à disposição. Então, voltamos a nos falar num sábado. Fiquei feliz novamente. Estávamos conversando de novo. O destino o ainda deixou ali, para mim.
                         Descobri, então, que ele estava com a boca inchada por conta de uma peripécia de seu gato Goku*. Meu coração apertou: queria cuidar dele. Queria fazer cafuné, mimos, carinho nele. Combinamos então, que eu o acompanharia em sua cirurgia numa terça.
                         Droga. Uma segunda que não deveria ter existido. Tivemos outro problema semelhante ao de sexta passada. Droga! Meu pânico atingiu seu limite máximo a ponto de ter que tomar vários calmantes. Meu medo em perdê-lo de vez tomou conta de mim. Fiz de tudo, chamei-o para conversar. Tentei. Tentei fazer com que ele perdoasse meus erros. Tentei. Tudo em vão.
                         Questiono-me se esse adeus que tivemos que dar um para o outro é temporário. Espero que seja. Pois, pouco tempo de convivência e já tão querido e especial pra mim. Nenhuma pessoa do mundo consegue minha confiança tão rapidamente. Sou, naturalmente, desconfiada. Mas com M, senti algo diferente. Senti algo especial.
                          É compreensível a atitude dele de ter me bloqueado e excluído das redes sociais. Eu o perturbei. Eu o pressionei. Eu errei. Mas, quem não erra?! E eu sei do meu valor, sei que mereço uma outra chance.

E como dois chocólatras, apresento-lhes, caros leitores, a história M&M.


                          Uma história, uma pessoa. Estas que jamais esquecerei. E dói em mim, não ter nenhuma lembrança física desta pessoa. Apenas seu cheiro, o qual memorizei. Seu tom de voz. Teu sorriso maravilhoso.  Mas me conforta saber que ele tem lembranças físicas minhas: duas fotos impressas, 20x30, tiradas por mim.
                          Ele é meu M&M verde. Eu o atribuí a cor verde. Ainda não sei explicar. Mas ele é meio verde. Meio azul. E roxo. Meu coração ainda dói de lembrar que ele se foi rapidamente. Espero que ele volte tão logo quanto.
                         Queria ter poderes de sentir que eu não deveria perdê-lo: assim, eu teria aproveitado mais. Assim, eu teria conseguido um beijo seu. Assim, eu teria conseguido outras noites maravilhosas com ele. Mais conversas saborosas. Meu M&M, volte logo para minha vida. Gostaria de não ter que afirmar, mas: necessito-te.

Sabe aquela história de "tudo está indo bem é porque vai dar errado"? Nunca encaixou tão bem como essa minha fase de inferno astral.

* No dia 29 de outubro, seu gato Goku deixou o mundo. Foi envenenado e não resistiu, mesmo tendo todos os cuidados do veterinário. Meus mais sinceros sentimentos e que eu possa ajudá-lo a passar por esse momento difícil. <3 conte comigo, meu M&M. 

*ps: Houve correções ortográficas. Escrevi esse texto durante minha viagem matutina a caminho de minha rotina de sempre. 

*ps²: Sei que o nome da marca é M&M's. Mas, eu - M - e ele, também M, ficamos apenas um mês "juntos". É singular, portanto.




quarta-feira, outubro 02, 2013

Relationships. Relacionamentos. Friendship. Amizade. Freundschaft. Beziehungen.

 Sabe por que me importo tanto com as pessoas? Principalmente se àquelas transmitirem a mim, uma conversa segura, com risos; conversas que me dão mais ainda vontade de ser mais amiga da pessoa, de conhecê-lo(a) melhor?!
... Bem, vamos lá.

Quem me conhece, sabe que moro sozinha há 3 anos e meio. Então, o único momento em que estou vivenciando com pessoas diferentes ao meu redor é no período em que estudo -  de manhã. E lá, na universidade, eu não tenho amigos. Não tenho ninguém próximo ou confiável naquele lugar, o que me faz ser uma pessoa isolada. Assim que as aulas acabam, eu não tenho pra onde ir que não seja minha casa.
E é assim, agora. Minha rotina tão sem graça. Minha rotina de merda! Minha rotina cuzona.
Eu passo 99% do meu tempo sozinha, sem conversar com ninguém, sem sorrir, sem fazer nada. Meu celular raramente toca e quando toca, é só minha mãe querendo saber se estou bem, se preciso de dinheiro, se vou fazer algo (ela mesma sabe que eu não faço nada e insiste em perguntar, em fazer essa pergunta idiota que me chateia). Meus amigos mesmo, estão na UFG. São pouquíssimos. E, ultimamente, tenho adorado conhecer pessoas novas.
Conheci muitas pessoas novas este ano - 2013 -, depois de tanta merda que aconteceu. Conheci pessoas que hoje considero especiais, por mais que não tenhamos uma conversa mais íntima um para com o outro, coisa que eu gostaria muito de desenvolver entre eles. Por isso, qualquer coisinha me chateia. Eu só quero companhia, só quero conversar, só quero ser sua amiga. Eu sou uma pessoa solitária. Não aguento mais não ter com quem conversar, não ter quem chamar pra vir passar uma tarde conversando aqui ou quando vou pra UFG e combino de conversar com quem considero meus amigos, mas estão ocupados e tem outras prioridades e assuntos para resolverem. Eu fico triste, muito triste, mas eu entendo perfeitamente.
Eu.. só queria uma amizade realmente íntima, sincera. Principalmente com uma pessoa que conheci recentemente e tem me travado atenção na sua inteligência, na sua conversa, companhia.
(Que fique claro, caro leitor, essa "travada" não passa de uma travada amistosa) 
As pessoas me falam pra eu não me apegar tanto, pra eu ser mais "pra mim". Mas como? Eu já tô cansada disso tudo. Eu chego em casa, mexo um pouco no computador e vou dormir. Não há nada pra fazer. Não há ninguém. Não há motivos. Não há nada. Eu cansei de ser só pra mim; quero me apegar, sim! Mas as pessoas, infelizmente, não se permitem do mesmo.

Porra... será que é tão difícil assim?!

segunda-feira, outubro 15, 2012

"É muito veneno pra pouca presa"


Só estou aqui para dizer o quanto estou CANSADA de ver panelinhas. É triste isso.

Não, não levarei esta discussão adiante. Não vale a pena. Aliás, eu quero discutir, mas... é inútil, e só vai piorar as coisas pra mim.
Só digo uma coisa para vocês, leitores... É muito veneno pra UMA presa. 


Adeus.

(Créditos para a frase usada no título: Vikki - uma pessoa que eu sei que posso chamá-lo de amigo).

quarta-feira, maio 23, 2012

Filmes.




                Hoje farei um post diferente. Não terá conteúdo que expresse o meu sentimento ou meu estado de espírito do momento, é apenas um "lembrete" e por querer discutir um pouco - mesmo que sozinha - a respeito disto. Logo, não estranhem, eu vou fazer mais posts do tipo. Ou não.
                Como alguns sabem, sou estudante de cinema/audiovisual. Logo, estou conhecendo mais filmes e quem me conhece, sabe que adoro a estética do cinema mudo. O preto e branco, a péssima qualidade, os ruídos. E venho então, conhecendo vários filmes com essa estética, com recomendação do meu professor da disciplina História do Cinema.
                Alguns dos filmes que listarei abaixo são filmes que o professor passou como forma de dar exemplos em algo estudado na disciplina, como por exemplo: a decupagem clássica, o primeiro cinema, realismo e naturalismo do cinema de época, as ideias de famosos cineastas, burlesco; enfim, são várias características e estudos da estética cinematográfica de época.

                Filmes vistos durante as aulas e estudados, seguidos de link do IMDB para maiores informações a quem interessar.
- True Heart Susie, de Griffith. (1919) http://www.imdb.com/title/tt0010806/
- The Birth of a Nation, Griffith. (1915) http://www.imdb.com/title/tt0004972/
- Safety Last!, Harold Lloyd. (1923) http://www.imdb.com/title/tt0014429/
- The battleship Potemkin, de Eisenstein. (1925) http://www.imdb.com/title/tt0015648/  (esse eu ainda não terminei de ver)

A lista não está completa, não consigo lembrar todos os nomes dos filmes. Mas assim que eu lembrar atualizarei a postagem. (como se isso realmente fosse de interesse de alguém). 

É.. Até.

sábado, maio 19, 2012

É uma saudade que bate e me deixa com vontade de...

... de ir aonde posso te presenciar, te ter por perto. Mas enquanto não estou por perto, acabo pensando nas besteiras, nas merdas que fiz contigo no passado e começo a me culpar constantemente, às vezes até chorar. Como pude ser tão estúpida?
É só revendo as coisas que passaram por nós para percebermos o valor que cada pessoa tem no nosso coração e mente. Minha vontade é te abraçar, mas isso ainda é tão difícil fazer. Você sabe, eu sou uma pessoa dificílima de demonstrar sentimentos, tenho uma personalidade forte e sou fria na maioria das vezes. Mas não é por querer sou assim contigo. É, talvez, vergonha de ser o que sou e ter feito o que fiz.

Só espero que não seja tarde demais em falar que eu te amo e que você é a pessoa de ouro da minha vida...

Obrigada por tudo...


[ É, é uma carta aberta, e os leitores (se é que eu tenho) não sabe pra quem escrevo e prefiro que fique assim. ]

domingo, janeiro 29, 2012

Schatten: Sentido.

Já imaginaste como seria sua vida sem as coisas que te rodeiam atualmente?
Se você sumir sem dar satisfações, pistas, como seria...? Você acha que alguém tentaria te procurar? Como seria seu retorno? Com boas recepções? Ou com uma frieza inesperada?

Sabe... A vontade que tenho atualmente é só pegar algumas mudas de roupas e sumir do mundo e das pessoas. Viajar, quem sabe. Sem telefone, sem qualquer tipo de comunicação, uma exclusão completa do que foi seu mundo para um novo. Mas, com intenção. Intenções emocionais, psicológicas.
Saber o que aconteceu durante seu sumiço e o seu retorno... Acho eu, que se eu fizesse isso e ficasse seis meses sem comunicar e sem sinais de vidas, não seria mais lembrada. Não teria alguém sentindo minha falta, ou comentando sobre meu sumiço para outrem.
O que me faz pensar qual o sentido de querer se envolver na sociedade? Qualquer tipo de envolvimento. Pode ser amoroso, afetivo, parental...

Se tudo está fadado para ser esquecido, por que ainda prossigo a minha vida? Ela já é tão miúda, sumindo, seria apenas um grão de areia. Ou você já é um grão e não percebe. [fluxo]
E ainda corremos o risco de, ao desaparecermos sem avisar, perder a amizade de quem realmente valorizava imediatamente. Afinal, as coisas podem esfriar, não é mesmo?

Um resumo do que seria meu sumiço:
Talvez eu escolhesse a Europa. E ficaria em algum vilarejo alemão, desconhecido. Em épocas de nevar... O local fica maravilhoso.  A situação meteorológica ilustra perfeitamente a minha vida . A depressão de um mundo nojento, cinzento. Em tempos "normais", sairia, viajando de trem, para cidades vizinhas. Compraria vários livros, tomaria vários chocolates quentes. Quanto às pessoas do vilarejo, pouco teria contato com elas. A ideia seria evitar qualquer tipo de contato humano. O único contato existente e proposto por mim seria os livros. Nada mais.

E o meu retorno? Chego em casa, percebo a diferença. As coisas já ficaram mais velhas. As pessoas daquela casa, que eu deixei pra trás, me olham com cara de dúvida. Querem perguntar o que houve, mas não vê motivos para fazer, afinal... Eles sabem que as tentativas de querer entender a situação serão em vão. Vou ao meu quarto, deixo uma pequena mala no canto e percebo o quão frio meu quarto está. Pego a moto, saio pela cidade. Percebo que ninguém me reconhece ou talvez reconhecessem, mas não fizeram alvoroço. Vejo aquelas pessoas que anteriormente, que eu chamava de amigos. Só aperto de mão e um breve comentário, seja lá qual for ("você sumiu!" "Estranha!").


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Qual o sentido?